segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Nunca apenas por falar

Crédito: The Paris Review

Knausgård sobre sua mãe no primeiro volume de Minha luta: “Era como se ela não estivesse usando um artifício para se proteger. Aliás, ela jamais fazia isso. Quando falava, era sempre para dizer o que tinha em mente, nunca apenas por falar.”

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Uma breve reflexão de Foucault sobre o amor homossexual. Em uma entrevista de 1982, ele afirmou que “o melhor momento, no amor, é quando o amante se distancia no táxi”. Interessantíssimo seu raciocínio de que, por carecer de uma representação cultural histórica – ao contrário do que acontece com os casais heteronormativos –, os homossexuais teriam construído suas relações em torno de um consumo imediato e urgente do ato sexual. Aos heterossexuais, o flerte, a conquista, o amor perfeito do cinema e dos comerciais de margarina. Aos gays, esquecidos pela cultura dominante, acossados por uma perseguição jamais cessada, a rapidez e furtividade dos encontros proibidos, o ato sedento, a pressa. 

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