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| Cena do filme O piano, de Jane Campion |
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| Cena do filme Decisão de partir, de Park Chan-wook |
Assisti ontem, domingo, a dois filmes nos quais o mar desempenha certo grau de protagonismo. O piano (1993), da Jane Campion, e Decisão de partir (2022), do Park Chan-wook. Fui aos dois sabendo quase nada sobre a trama. É interessante fazer isso de vez em quando, cavando pequenas surpresas apesar de. Em ambos os filmes, o mar é uma presença de redenção, fuga, morte, vida. O da Campion, de quem eu só havia visto Ataque dos cães (2021) e alguns episódios de Top of the Lake (2013), tem uma das melhores fotografias que já encontrei no cinema. O do Chan-wook me surpreendeu por abrir mãe de quase toda a violência que, por expectativa natural, eu esperava.
Nunca fui uma pessoa de praias, mas o mar me fascina. Me fascinam as narrativas de náufragos, os relatos de solidão e desespero que têm o mar como cenário. Tenho a impressão de que é no mar onde nos sentimos mais sozinhos, e tenho pra mim que essa é a mais bonita das solidões.


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